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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Cientistas temem que ápice de explosões solares não aconteça em 2012 e haja seca e frio na Terra ; veja vídeo


Em 1650, eram esperadas milhares de explosões solares, o chamado ‘Máximo’, que não aconteceu. No mesmo período, foram registradas alterações no clima da Terra, com a Europa vivendo um dos períodos mais frios da história. “Rios que nunca congelaram viraram gelo”, afirmou o professor Joaquim Rezende, físico solar do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Depois disso, os cientistas começaram a estudar a relação entre explosões solares e mudanças climáticas na Terra. Pesquisa-se, por exemplo, se uma alteração no ciclo de explosões, que aumentam e diminuem dentro de um período de 11 anos, pode interferir no clima do planeta a ponto de intensificar o frio nas regiões frias e a seca nas regiões secas.
Essa preocupação de que o clima da Terra possa ser alterado ressurgiu porque as explosões solares não têm acontecido na intensidade esperada no ano que antecede o ápice das explosões, o Máximo, previsto para 2012. No mês de fevereiro foram registrada pela Nasa algumas dessas explosões ( a última acontecer no dia 24), chamando a atenção de todo o mundo, que já estranhava a diminuição desse fenômeno no ano que antecede o Máximo.Contudo, apesar do êxtase causado pela recente explosão, o fenômeno tem acontecido com uma intensidade muito abaixo do esperado. O professor de física do INPE explicou que o período em que são registradas pouquíssimas explosões, chamado de Mínimo, era esperado para 2006 e atrasou cerca de um ano e meio, e teme-se que o Máximo também não aconteça na época esperada. “Esse ano deveriam estar acontecendo dezenas ou centenas de explosões com intensidade maior do que as que aconteceram esse mês”, disse o professor, que, todavia deixou claro que não há certezas nessa área e que apesar dos indícios o ciclo de explosões pode acontecer normalmente.Se a previsão se cumprir o as explosões chegarem ao seu ápice de intensidade, a preocupação passa a ser a interferência comprovada de partículas liberadas durante as erupções solares, que podem romper o campo de proteção da terra e alterar o funcionamento de aparelhos que funcionam através de GPS (tecnologia por satélite) e ondas de rádio. “A cada explosão, o sol pode liberar milhares de matérias, chamadas de plasmas, que interfere no funcionamento dos aparelhos de GPS e também nas redes de eletricidade. No Canadá, por exemplo, já houve um grande apagão causado pelas interferências das explosões. Os aparelhos de GPS, hoje usados para orientar vôos e até o movimento das placas tectônicas e a posição das plataformas de petróleo, podem enlouquecer e causar graves acidentes.

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